Novembro é o mês mundial dedicado ao combate ao câncer de próstata, que traz na cor azul um lembrete para os cuidados com a saúde masculina. Estima-se que no Brasil, em 2018, ocorrerão 68.220 novos casos da doença, segundo dados do INCA – Instituto Nacional do Câncer. O câncer de próstata atinge majoritariamente homens a partir dos 55 anos, com 90% dos casos concentrados nesta faixa etária.

A campanha novembro azul surgiu na Austrália, em 2003, quando um grupo de trinta homens saiu às ruas com bigodes chamativos, com o objetivo de arrecadar fundos para entidades locais dedicadas ao tratamento do câncer de próstata, bem como também fazer um alerta para a população sobre a necessidade de maior atenção à saúde masculina como um todo.

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A iniciativa se espalhou por diversos países, chegando ao Brasil em 2008 enquanto campanha consolidada, estimulada por entidades como o Instituto Lado a Lado pela Vida e pela Sociedade Brasileira de Urologia.

De lá para cá, já foram realizadas diversas atividades com o objetivo de conscientizar toda a sociedade sobre a importância da prevenção, que passa fundamentalmente pelo conhecimento, pela informação acerca dos principais sintomas e formas de prevenção.

Para este ano, há uma série de atividades programadas em várias cidades do país. Na cidade de São Paulo, por exemplo, vários espaços e monumentos receberão uma iluminação azul especial, como a Ponte Otávio Frias de Oliveira, conhecida como Ponte Estaiada, o Viaduto do Chá, a Biblioteca Mário de Andrade, a Sede da Prefeitura, o Monumento da Independência e o Monumento às Bandeiras.

A campanha, atualmente, congrega diversas entidades públicas e privadas e conta com a adesão de vários indivíduos que atuam como agentes difusores de informações, buscando desmitificar a doença e destruir preconceitos, principalmente relacionados à realização dos exames preventivos, como o exame de toque.

Sintomas do câncer de próstata

A grande maioria dos casos de câncer de próstata, quando identificados em sua fase inicial, possuem excelentes índices de cura. Além do mais, boa parte dos casos, não são de cânceres agressivos, apresentando desenvolvimento lento, o que ajuda e muito no tratamento e na reversão do quadro.

O câncer de próstata, justamente por ser uma doença de progressão geralmente lenta, não apresenta sintomas em suas fases iniciais. Quando eles aparecem, os principais que podemos citar são:

  •         Dificuldades para urinar;
  •         Redução do jato da urina
  •         Presença de sangue na urina
  •         Aumento do número de vezes que se vai ao banheiro para urinar
  •         Maior demora para o jato de urina sair ou para terminar.

Estes sintomas não necessariamente significam câncer de próstata, já que podem estar atrelados a outras doenças, como a hiperplasia benigna e a prostatite, por exemplo. No entanto, caso um deles seja notado, é fundamental que um médico seja procurado o quanto antes para que se realize o diagnóstico correto.

Prevenção

A melhor maneira de se evitar uma doença é preveni-la. Quando o assunto é o câncer de próstata, a abordagem não poderia ser outra. Para isso, a adoção de bons hábitos de saúde, como a realização de atividades físicas, o abandono do tabagismo e do consumo de álcool, a redução do peso corporal e a prática de atividades físicas são de extrema importância.

Além da adoção destas boas práticas, a consulta frequente a um médico e a realização rotineira de exames também  são hábitos a serem adotados por todos os homens, já que é desta forma que se consegue detectar precocemente diversos quadros e, consequentemente, trata-los o quanto antes.

Principais exames

Os dois principais exames utilizados para a detecção precoce do câncer de próstata são o exame de sangue e o exame de toque retal, sendo este último ainda nos dias de hoje alvo de preconceitos e tabu. O exame de sangue, chamado de PSA, realiza a medição da quantidade de uma proteína produzida pela próstata, o Antígeno Prostático Específico, que em níveis elevados pode indicar alterações na próstata.

Já o exame de toque retal é realizado por meio da inserção do dedo do médico no reto do paciente, dedo este devidamente protegido por uma luva lubrificada. Por meio do toque, consegue-se identificar alterações na próstata, como o seu aumento de tamanho ou outras deformidades.

O exame de toque, ainda nos dias de hoje, é muitas vezes alvo de preconceitos, de estigmas culturais e de tabus por parte da sociedade, que enxerga no toque uma espécie de afronta à masculinidade.

A realização do exame, muito pelo contrário, indica coragem e respeito não apenas para com a própria saúde, mas também com as pessoas próximas, que querem bem ao paciente, que se preocupam com o seu bem-estar.

Novembro azul: mês mundial de alerta e prevenção ao câncer de próstata
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